Empreender é coisa de mulher

Atualizado: Out 7

Não quero dizer aqui qual é a melhor maneira de você abrir um negócio ou em como é complexo pensar em empreender com filhos, família, sozinha ou não, largar o seu emprego e ser feliz pelo mundo.

Nesta quinta, dia 19 de Novembro, comemoramos o Dia Global do Empreendedorismo Feminino, data criada pela ONU em 2014 para celebrar a mulher empreendedora e seu impacto na economia.

Então, quero falar sobre alguns números que mostram a fotografia mais atual da força de grandes grupos para impulsionar a conexão entre mulheres no mercado dos negócios.

Em 14 de Agosto desse ano, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo, Tecnologia e Inovação (Sedeti) de São Caetano do Sul realizou um encontro virtual para debater “O Papel da Mulher Empreendedora na Retomada Econômica”. Esse foi o início da criação de um coletivo incrível liderado pelo Fernando Trincado, quem teve a ideia de trazer a autoridade feminina para que se torne um polo de inovação em uma das maiores cidades do país.

O Caetana Conecta dialoga sobre os pontos principais do papel da mulher empreendedora para a cidade e o quanto esses projetos liderados por elas pode ser também objeto de aceleração de negócios na cidade. O novo cenário econômico reforça a necessidade de capacitação, não só em requisitos técnicos, mas em skills comportamentais.

Nós mulheres temos cargas de trabalho complexas. A nossa missão é de construção, de edificar e de perpetuar qualquer coisa que nos é designada.

Mas, com a produtividade afetada pelo dia a dia e pela carga de responsabilidades nos sobra menos chances de priorizar uma investida a fundo no mundo dos negócios. Assim como nos dedicamos aos nossos filhos e à nossa família, o negócio é o que gera riqueza para produzirmos melhor.

Veja só: uma pesquisa feita pela Rede Mulher Empreendedora (RME) mostra eu 20% das entrevistadas disseram que a dupla trabalho x família piorou na pandemia, contra 11% dos homens. No total, são 24 milhões de mulheres à frente de seus próprios negócios no Brasil em comparação com 28 milhões de homens.

Segundo os números, será que ainda temos que provar que nós temos uma força de trabalho edificadora? Será que ainda precisamos nos manter ocultas ou escondidas quando temos vontade de melhorar a vida de alguém, trazer empregos, construir nossa família sem que tenhamos que ainda encarar violência, preconceito, cancelamentos e agressões?

Nós criamos ossos. Geramos vidas. Nutrimos, apoiamos, alimentamos outros humanos. E no momento de construir algo para nossa própria sobrevivência e prazer vem alguém dizer que não somos capazes? Que temos um "lugar" específico em algum espaço por metro quadrado num planeta tão gigante?


É, a gente não tem um "lugar" específico. Temos escolhas e não espaços designados. Temos movimento e não âncoras.

Nós, mulheres, por vezes deixamos de fazer alguma coisa que nos é requerida ou que temos vontade por desconhecer os caminhos educativos para construir um negócio, para colocar a ideia no papel e fazê-la crescer, por não saber como constituir parcerias, por depender de alguém, por estarmos amarradas nas crenças de que:

“Mulher só pode se o marido mandar”

“Mulher só pode se for coisa de mulher”

“Mulher só pode quando criar os filhos”

"Mulher só pode se quiser competir"

O empreendedorismo é essencial para o desenvolvimento da economia! Sim!! Essa frase está falando com você! Comigo!

E segundo o economista austríaco Joseph Schumpeter no livro “Capitalismo, Socialismo e Democracia”, afirmou que o capitalismo é influenciado por uma força chamada processo de destruição criativa – aqui a gente substitui o velho pelo novo.

Então, quando você precisar mentorar uma mulher ou dar espaço para que ela cresça, lembre-se de que todos precisamos ser agentes de transformação para dar chance à elas de repensar ou ressignificar uma crença que as estão impedindo de sair do lugar!

Uma pesquisa recente do Sebrae Nacional diz que as mulheres estão à frente de 34% dos negócios de hoje e 45% são empreendedoras e chefes de casa.

Eu já estou bastante convencida e praticada de que mulher pode fazer qualquer coisa.

E você?


Dedico esse texto a todo time do Caetana Conecta de São Caetano do Sul que me conquistou com iniciativas muito simples, construtivas e parceiras. Agradeço ao idealizador Fernando Trincado (Secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade), à Valéria Dardin e Fernanda Parra (organizadoras e impulsionadoras), à empresária e líder Liziane Oliveira, à Claudia Botelho que não perde o trem andando quando é pra empoderar as mulheres e para a guerreira e incrível Patrícia Duchnicky, profissional e colega de RH, que toda vestida de empoderamento foi às urnas para concorrer à vereadora da cidade propondo empregos e tecnologia pensando no futuro de Smart Cities.

Agradecimento especial a todo time Caetana e ao Luiz Morcelli que está com todas nós nessa jornada.

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