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  • Renata Tedesco

O meu lugar no mundo pode não ser dentro de uma carteira de trabalho. E nem o seu, leitor.

Atualizado: 8 de Set de 2020


Nos últimos 2 anos eu recebi tantas provocações em relação à minha carreira profissional que a única reação que tive foi me entregar a todas elas.



Parada no trânsito da Marginal às 18:57 hs enquanto observo milhares de pessoas ao celular com o carro ligeiramente em movimento, penso que minhas crenças se transformaram, assim como a percepção sobre Deus, universo, comida, ser mãe, casamento, dinheiro, networking, comunicação, relacionamento e trânsito.


Eu não tenho mais opinião de prateleira ou popular sobre absolutamente nada na vida. Questiono às minhas 350 personalidades se elas estão confortáveis com o que ouviram delas mesmas, da tia, da Globo, de Harvard, da médica, dos amigos, do parceiro. Aí, quase tudo se torna , pra mim, grandes peças de construção de nova realidade ou de novo significado à coisas que já vêm com seus rotulozinhos.


Um desses rótulos a que mudei a cara foi a tal da carreira em empresa e a quase obrigação moral de precisar me fixar por pelo menos 2, 3, 5 anos em cada uma delas ou em 1 delas (atualmente, porque há alguns anos atrás o normal era, no mínimo, 8–10 anos) sem que, de fato, eu me perguntasse se eu queria aquilo para minha vida. Se “pulo” de empresa em empresa sou um ser inconstante (como ouvi e continuo ouvindo).


E vou além: se não sou registrada CLT, entro na estatística do pais como uma das que não pagam suas obrigações com o Leão e, portanto, sou um informal no mercado de trabalho brasileiro.


Pára tudo!!

A carreira é minha (e nossa!), não da empresa.

Eu posso me prover com recursos financeiros de várias fontes e não depender do CLT todo mês. E antes que alguma vítima me diga que isso é porque estudei, aviso: foi porque sou esperta e não tenho preguiça. Preciso buscar formas de me reconstruir, de criar carreiras horizontais e não uma única a vida toda. Se trabalho em uma empresa como “celetista”, preciso mais do que tudo desenvolver o meu mindset empreendedor e entender que CLT é contrato e não Life style. Eu cumpro o contrato, mas não me torno o contrato onde espero de vítima o reconhecimento e a chance de subir de “cargo na firma”.


O meu lugar no mundo pode não ser dentro de uma carteira de trabalho. E nem o seu, leitor.

Essa mudança de mindset me deixou mais magra. Com mais educação financeira. Mais responsável. Sem remédio pra dormir. Sem vitimismo. Com mais brilho no olho. Com mais saco e menos paciência para suportar quem dirige mal.


Não posso educar todo mundo ao trânsito para que larguem seus celulares enquanto dirigem, mas posso transformar o meu pensamento enquanto observo hábitos. Ou enquanto preencho espaços dos desavisados e lentos passeando numa via de trânsito rápido (90 k/h) quando tenho espaço para ir além. Isso me provoca.


Espero que você se dê a chance de ser provocada (o).

Dói. Arde. Empodera.
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